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Thursday, October 15, 2009

Noites Brancas!!

Continuando a temporada Noites Brancas, A Theatro de Séraphin tocará na Groove, conforme cartaz. Candido Sotto de volta à formação da Theatro e Banda de Rock Triste ( alguém viu antes?) de volta à ativa. Desta vez contando com Apu tude e Toni Oliveira nas guitarras, Nuno Ricardo no baixo, eu na vox e mr. Juliano Queiroz pancando os tambores. No repertório, prediletas do Cure, Jesus and Mary Chain, Velvet Underground, New Order, Oasis, dentre outras.
It´s just rock n roll.

Sunday, July 26, 2009

A Síndrome do Hype (ou, Como eu descobri Jesus e aprendi a amá-lo)


Baixei dia desses uma caixa sobre o poder do pensamento negativo. ( The Power of Negative Thinking, Jesus And Mary Chain, Rhyno, 2008 ), e comecei a pensar besteira. Lembrei de quando, lá nos anos 80, buscava qualquer coisa escrita sobre rock que pudesse me cair nas mãos. Havia algumas publicações periódicas, como a Roll, a Som Três, outras nem tanto, como a Rock Show, Rock Stars, etc. que me aliviavam a fome de informações, na época tão escassas. Em 85 surge a revista Bizz. Segundo o site da Editora Abril: “Seu projeto editorial inicial foi baseado em pesquisas levantadas junto ao público presente no primeiro Rock in Rio, ocorrido em janeiro daquele ano”. Aí melhorou. Era uma fonte a mais, com uma periodicidade confiável, e que, copiando ou não revistas gringas, traziam uma gama maior de informações, incluindo aí as novíssimas novidades novas do império e da ilha, principalmente. Curioso, sempre fui. A fome se juntou à vontade de comer e o fast food estava logo ali na banca da esquina. Caí matando que nem um morta-fome, baby. Mas daí, começaram alguns “problemas”.
Eu tinha 16 pra 17 anos e a Bizz, a partir do sétimo número, lembro bem, começou a se tornar a única, para mim ao menos, fonte daquelas novidades. Podia nem ser tão boa, mas ruim não era, podia nem fazer bem, mas mal não fazia, e pelo menos, saciava e atiçava minha curiosidade, ao mesmo tempo. Pois se eu lia sobre, por exemplo, REM, no complemento da refeição principal, e que era o melhor, vinham citações de fantásticas velharias, como The Byrds, Patti Smith, Folk Rock, e coisas recentes como College rádios, bandas “independentes”, “cena alternativa”, por aí... O problema era o seguinte: Existia um “conservadorismo” latente no público roqueiro de então. REM?, Smiths??, Echo and The Bunnymen???, Jesus and Mary WHO THE FUCK???? Que PORRA é essa, Cebola??!! Isso é rock gay!!!??? JURO!!! Rolava isso sim, e tenho testemunhas. Os seguidores do “manual do verdadeiro rock” consideravam essas novidades, a Bizz, a NME, os indies, os college, e tudo o mais um bando de farinhas do mesmo saco de porcarias infiéis que deveriam ser condenados à fogueira inquisitória dos guardiões da PALAVRA. O tempo, sempre ele, cuidou de transformar alguns hypes em clássicos, alguns clássicos em dinossauros, alguns dinossauros em cult, e lixo em gás metano, para reciclagem ou para cá mesmo, em containers entupidos...
Porque aqui, assim como além mar, impera o lixo. Concordo. Mas de vez em quando surge algo aproveitável. E, menos vezes, mas sempre, surge aquela banda do caralho, que vai fazer você lembrar de que ainda vale a pena deixar a antena ligada. Não deixam algumas pra tentar localizar Ets? Que venham os Ets...
O Jesus daí da foto é só pra lembrar: Caixa de b-sides e raridades é pra banda que virou “clássica”, não? Pois é. O Jesus and Mary Chain, em 86, eram hype. Vi na Bizz.

Ps. (Isso existe ainda?) – Para os deslumbrados de plantão, jornalistas ou não, que vêm brilhantismo em qualquer porcaria reciclada que empurram guela abaixo hoje em dia e que vivem de babar ovo de hypagens sem sal nem açúcar: Vocês são piores do que os “conservadores”. Esses têm o passado como referência, e ela é muito boa. Vocês não têm nada. Absolutamente, nada.

Sergio cebola Martinez

Tuesday, April 28, 2009

Wilco


Superlativos. Quando em postagens diversas nos deparamos com textos que exageram nos adjetivos superlativos, nos elogios grandiloquentes, e às vezes, na pura tietagem explícita, costumamos tentar relativizar um pouco as coisas, pensando algo assim: "pô, o cara é fã, nem deve ser isso tudo não." Bom, eu não perderia meu tempo e minha paciência se não o fosse mesmo, ao postar aqui no meu blog um texto falando sobre uma banda. A não ser que o tema fosse outro que não o puro e simples elogio de um disco especificamente, ou de uma banda, como neste caso. Banda esta que não só admiro, como também considero a melhor banda surgida nos ´90, e ainda a minha predileta em atividade.

Wilco. Em 1996 um amigo de meu irmão Márcio o empresta o cd de estréia de uma banda de folk-rock obscura, da qual nunca havia ouvido sequer falar e que chapei na hora. AM, o disco, era simples, básico, emocional, cru e delicado em medidas quase perfeitas. Must be High, Passenger Side, Cassino Queen, Box Full of Letters...eram ( ei, e são ), grandes canções com um pé ainda no puro country/folk/rock praticado por Jeff Tweedy, Ken Coomer e Max Johnston ( membros desta primeira formação do Wilco ) na seminal Uncle Tuppelo, banda anterior dos três junto com Jay Farrar que foi formar outra banda, a Son Volt...outra história que ainda conto aqui. Porque aqui e agora, o espaço é do Wilco.
Depois de ouvir trocentas vezes o AM, comecei a buscar na rede informações sobre a banda e eis que me deparo com seu site oficial . Logo de cara, no site, uma imagem do segundo disco recém lançado, e que me fez ficar obcecado pela banda: Being There. Álbum duplo, sem enrolação, perfeito do início ao fim...Algo como o Exile on Main Street dos anos 90. Aquele som básico do AM agora se diversificava, incorporando elementos quase díspares como Stones, Neil Young, Beach Boys, Gram Parsons, Beatles, noise, desconstruções ( ouça Misanderstood ), e texturas diversas. Country, folk, rock ´n´ roll, baladas...sem dúvida, um dos melhores, se não o melhor disco daquela década. Foi um dos meus primeiros pedidos gringos via web, numa edição tipo vinil, com capinha dupla...fantástico.
No terceiro disco, Summerteeth, de 99, o Wilco torna-se ao mesmo tempo mais pop e mais sombrio. Aqui, o Big Star passa a ocupar espaço entre as influências mais evidentes da banda. O "power pop" perfeito parece ser a nova meta, mesmo que sem abandonar suas principais raízes, firmemente fincadas no terreno folk-rock dos 60/70. Um disco mais "focado" que o anterior, preferido de muitos fãs e críticos, uma pequena obra-prima dos anos 90 (mais uma, portanto).

Em 2002, depois de muita confusão (a Warner se recusava à lançar um disco que eles não consideravam comercial o suficiente), sai Yankee Hotel Foxtrot, o disco mais "experimental" da banda. Agora, o produtor/guitarrista Jim O´Rourke passa a exercer um papel proeminente na sonoridade da banda. Pitadas de Kraut-Rock, muito noise, climas dissonantes...paredes de guitarras, pode-se dizer que o Wilco aqui se aproxima um pouco do Sonic Youth (cortesia de O´Rourke, que também era colaborador e futuro membro do Sonic Youth). Mas esta aproximação não descaracteriza nem um pouco o som da banda, apenas alarga seu limite, incorporando mais pesadamente um expelimentalismo saudável que já se insinuava desde o Being There. Para os fãs de primeira hora, nunhuma surpresa então. Por sinal, a Warner teve de engolir esse sapo: O disco foi disparado o que melhor vendeu até então, so sendo superado mais tarde pelo Sky Blue Sky. Quem lançou Yankee Hotel Foxtrot foi o selo independente Nonsuch, depois do rompimento do contrato da banda pela Warner. Resultado, como a Nonsuch é distribuído pela Warner, e a Warner teve de pagar pelo rompimento do contrato, torna-se asssim a primeira produtora a pagar duas vezes pelo mesmo disco, parabéns, Warner!

A Ghost is Born, de 2004, é um passo além do Yankee..As novidades continuam presentes, so que melhor, mais coesas, mais "orgânicas". Apenas um grande disco, para manter o Wilco na minha top 1 banda em atividade desde o Being There. Nota 10 com louvor, de novo.

Em Maio de 2007, Sky Blue Sky é lançado para tornar-se o mais bem sucedido disco do Wilco em termos comerciais. "Volta às origens", foi a frase mais usada para definir este disco incrível. Concordo, em parte. Realmente, a sonoridade aqui volta a possuir as "cores" folkrock de forma mais destacada, porém, dois fatos: Primeiro, o som se aproxima mais daquele clássico soft-rock típico dos anos 70 do que das raízes presentes em AM e Being There. Segundo, ainda presente as experimentações de guitarras, com o soberbo guitar-man Nels Cline cada vez mais inspirado e presente, absolutamente feliz na escolha de timbres e frases. Aqui, a grande "novidade" fica por conta dessas "viagens" guitarrísticas conduzidas por Cline e Jeff Tweedy, quase emulando o estilo e bom gosto de outroa dupla fantástica: Tom Verlaine/Richard Lloyd. Sim! isso mesmo!! O Television aqui é uma forte e boa influência, especialmente nas guitarras, por sobre as bases e melodias Neil Young/Eagles do álbum.

Antes de Sky Blue Sky, Kicking Television (opa! dica?), ao vivo em Chicago, mostra a banda ao vivo em um duplo cd estupendo, certamente um dos melhores live álbuns ever, de uma das melhores (se não A melhor) banda ao vivo da atualidade...Quem viu seus shows aqui no Brasil pode atestar o fato.

No final de Junho deste ano será lançado Wilco (The Album), novo capítulo desta ja clássica jornada, com mais 11 canções que esperamos façam jus à melhor banda surgida nos anos 90, até hoje!
Temos que abrir um parêntesis aqui para falar do projeto Mermaid Avenue, vols 1 e 2, lançados em parceria com o bardo folk inglês Billy Bragg, onde eles musicaram poemas de Woodie Guthrie em um trabalho fantástico de leitura musical! Obrigatórios também.



Sergio Martinez











Tuesday, April 14, 2009

Prefab Sprout - Steve McQueen



Belíssima banda esquecida no vitral de estilos dos anos 80. Pop, sofisticada, melodiosa, elegante e  com pitadas de jazz, costumavam comparar seu mentor, Paddy McAloon à mestres como Elvis Costelo, Paul McCArtney, Cole Porter, George Gershwin, Burt Bacharch, entre outros. 

Tudo isso e mais. No seu clássico segundo album, Steve McQueen ( ou Two Wheels Good, na edição americana, por motivos de direitos sobre o nome do ator, que, por sinal, é também um favorito particular ),de 85, Thomas Dolby, mago de estúdio, encontra a mistura perfeita, exata, que possibilitou transformar as belíssimas canções de McAloon em belíssimas canções de sempre do Prefab Sprout. Guitarras sutis, letras instigantes ( para muitos críticos, e para o próprio Paddy, melhores do que a "concorrencia", leia-se, Morrisey e afins! ), teclados traçando cores e climas complementares numa tapeçaria rica, densa e, mesmo assim, leve, climática. 

Mais próximo daqueles songwriters clássicos já citados do que da idéia do ídolo rock star ( ou pop star, o que seja ) Paddy McAloon forjou, ao lado de Thomas Dolby ( o Brian Eno destes Roxys de Newcastle, se é que vocês me entendem ), um som único, 
bastante pessoal e, ao mesmo tempo, pop, totalmente pop. 

Ouçam aí, Steve McQueen! Talvez o Pet Sounds daqueles estranhos anos. Talvez apenas uma banda pop estilosa e pretensiosa com arroubos de genialidade. Talvez nada disso. Mas que prazer em ouvir de novo esta pequena e brilhante coleção de doces e inesquecíveis canções: Faron Young e seu schizo-country, Bonny e aquela levada fantástica e simples de violão, pontuada por teclados etéreos, um solo de guitarra jazzy de fazer chorar ( talvez minha predileta, se me permitem )...When Love Breaks Down, que balada senhores, que classe e beleza, Moving the River, e sua melodia absolutamente brilhante, percussões e guitarras dialogando sem atrito...Bom, vão ouvir, não vou estragar o prazer da vossa surpresa e descoberta. Se façam um favor e ouçam. 
Se não quiserem apenas "baixar", recomendo uma excelente edição dupla da Legacy, de 2007, remasterizada pelo próprio Thomas Dolby. O segundo disco tras oito destas gemas em versão acústica, por Paddy McAloon, gravadas no verão( deles la) de 2006, especialmente para esta edição. 

Bye, até mais.

Sergio Martinez

Segue a letra de minha canção favorita do disco:

Bonny

I spend the days with my vanity

I'm lost in heaven and I'm lost to earth
Didn't give you minutes not even moments
All my life in a tower of foil
Shaded feelings, don't believe you

When you were there before my eyes
No one planned it took it for granted

I count the hours since you slipped away
I count the hours that I lie awake
I count the minutes and the seconds too
All I stole and I took from you
But Bonny don't live at home, he don't live at home
Words don't hold you, broken soldiers

I count the hours since you slipped away
I count the hours that I lie awake
I count the minutes and the seconds too
All I stole and I took from you
But Bonny don't live at home, he don't live at home
Words don't hold you, broken soldiers

All my silence and my strained respect
Missed chances and the same regrets
Kiss the thief and you save the rest
All my insights from retrospect
But Bonny's not coming home, he don't live at home
Save your speeches, flowers are for funerals 

à espera do doutor!

Só esperando. A vida pode ser boa às vezes.
c.

Saturday, January 24, 2009

Sortudos somos nós, sem Brian Wilson somos não


Já que não vou fazer lista de melhores do ano, segue O melhor do ano. Por que? :
1 - Porque é conceitual. Álbum conceitual...Álbum, certo, garotos!?
2 - Porque é de Brian Wilson. Ele é velho, logo, ultrapassado...por quem, garotos?!
3 - Soa velho e sem tempo. Seria atemporal a palavra?!
4 - Hey hey, isso não é um hype??!
5 - As melodias, estúpido, são as melodias!!
6 - E os arranjos arrasadores;
7 - A sonoridade "iluminada".
8 - Honestidade; Sinceridade; Ambição; Desejo e destino.
9 - By
Sergio Martinez

Thursday, September 11, 2008

"The man in black fled across the desert, and the gunslinger followed"

The Dark Tower, Stephen King. Só quero ainda estar vivo pra assistir o ( os?? ) filme ( S?). Os sete ( !!! ) livros já foram.
Sergio Cebola Martinez

Thursday, August 28, 2008

Bom te ver de novo!

HEY hey, My my!! É bom quando voltamos pra casa às vezes, não?

Quando depois de vagar às cegas por sombras e claridades cegantes e estórias estranhas de sons estranhos em estranhas circunstâncias.

De repente ( como sempre nessas estórias, né? ) parece que estivemos uns dez anos ( loucos anos ) longe/perto de nada.

De repente estamos na beira da estrada de ouro de tolo, cansados e tristes e sem vontade e alguns cigarros e sem muito mais que uma mínima sensação de deslocamento...e solidão.

E cai nas suas mãos Warpaint, destes cavalheiros afinados com o mais puro vício em fontes distantes.

Não há milhões de informações. Não há busca ao futuro. Há música. e da boa. Sem lenga lenga. Esta bolacha é saborosa. É simples. Um exílio na rua principal. Um canto. Uma casa.

É bom quando voltamos pra casa às vezes, não?

Valeu pela carona, Corvos!

Sergio Cebola Martinez

Tuesday, June 24, 2008

Ouve aí


"Before you play two notes learn how to play one note - and don't play one note unless you've got a reason to play it." - Mark Hollis (1998)
1991. Talk Talk. It´s my life todos se lembram. Laughin Stock, não. Nenhum nicho pra esse aqui. O rótulo só apareceu depois, e pra outros: pós-rock. Mas não é nada disso. É só música. Delicada. Intensa. Fluindo como folhas na brisa do fim da tarde. Assustadora. Bonita. Não ouvida. Obra-prima é como chamam. Pra passear com você conversando com seus sentidos. Ouve aí.
Sergio Martinez

Tuesday, April 22, 2008

berlinda e Cascadura



Esse post é em causa própria. Festa de lançamento de Mar de Calma e aniversário do Cascadura, 16 aninhos de labuta no rock, é pouco? Ainda tem três djs de lambuja.



Tuesday, April 08, 2008

Shine A Light, Mr. Scorcese, Shine a Light!



Martin Scorcese tinha a intenção de mostrar a banda para as novas gerações. Definitivamente, ele conseguiu. Não apenas um show filmado. Isso todos já viram. Quem já assistiu Gimme Shelter, fantástico documentário da turnê de 1969 ou qualquer dos shows dos Stones por essas e outras paragens já tinha visto isso. Scorcese foi além. Bem mais. Shine a Light é, como diz seu título, uma luz brilhante na filmografia de seu diretor, e na dos Rolling Stones também.















Como se filmado de dentro do palco, os espectadores se sentem “cercados” pela banda em um show daqueles de se imaginar em um evento único. Dizer que a banda está afiada é chover no lago das obviedades. Dizer que o filme é um novo “olhar” sobre um show de rock é pretensioso e, ao mesmo tempo, café pequeno diante de um detalhe soberbo: O Som! Ou a forma como ele foi tratado. Quando uma das dezesseis (!) câmeras capta mr. Richards descendo a mão direita nas seis cordas, o som da sua guitarra assume repentinemente o primeiro plano, esmiuçando em detalhes séculos de discussões teóricas a cerca do que seja técnica soberba ou feeling de gênios. Ronnie e Keith protagonizam tal duelo de riffs e frases, com suas guitarras assumindo este primeiro plano sonoro todas as vezes em que são filmadas, que acabamos percebendo finalmente como uma intenção, aquela de Scorcese, sai do âmbito da mera retórica populista e adentra um quase didatismo musical, longe de pedante, porém exato e, vamos lá, divertidíssimo.




Os Stones são a maior banda de garagem do mundo. Quando escutamos Satisfaction, no fim, percebe-se por que só eles a tocam de forma a, ainda, empolgar. São sujos, erram as vezes ( né Mr. Keith? ), escolhem os timbres certos, arriscam ainda ( She Was Hot?? que beleza ficou! ). E executam versões descaralhantes de canções semi-obscuras: Far Way Eyes, e até mesmo, Some Girls, para mim, o momento ápice do show, com Mick Jagger assumindo uma terceira guitarra escandalosa de suja e metendo aquela parede honky_tonky peito a dentro de forma que só eles fazem. Sobre este senhor, nada a declarar. Jagger continua sendo Jagger. Perfeccionista, exagerado, cantando de forma bluesy como quase ninguém hoje em dia, definitivamente, dominando a sua arena.

As participações? Jack White rindo de nervoso em Lovin´ Cup, Buddy Guy arrombando tudo e ainda ganhando uma guitarra de presente de Keith Richards e, pasmem, em Live With Me, até dona Cristina Aguilera não comprometeu. Também, com essa música, só se fizesse muita merda mesmo.

Scorcese exagerou. As câmaras aparecem o tempo todo. O seu nervosismo não parece fake mesmo. Há muito tempo espero algo assim. Mesmo sem saber. Um documentário musical sobre uma banda de rock em que um dos protagonistas é simplesmente O Som! Que coisa óbvia, não? O fogo cruzado de riffs das duas guitarras assumindo repentinamente o primeiro plano é, repito, o ponto alto deste filme.

Eu pretendo aproveitar as quartas de promoção pra rever algumas vezes ( certo, sou doente mesmo ), vamos lá?

Ah sim! Sobre a idade ou relevância dos caras? Por favor, não me faça rir.

Sergio Cebola Martinez

Thursday, March 06, 2008

Fatalidade Embriagada e Mágica


O primeiro acorde da primeira canção deste cd da Theatro de Séraphin ( a primeira gravação sem a guitarra do atual Cascadura, Candido Sotto na formação ) soa, e ali aparece condensado em segundos todo o universo árido, sombrio e pessoal da pós-psicodelia-punk ( é possível isso aí? ) banda de senhores Artur ( voz e guitarra ), Marcos ( baixo e Voz ), Dantas ( Bateria ) e César Vieira ( guitarras ).

Camadas e mais camadas de guitarras climáticas, naquela linha Will Seargent/John Squire/Johnny Marr do indie/guitarhero soteropolitano ( PORRA! ) Cesar, resgatado do limbo para substituir aquele que alguns achavam insubstituível. A personalidade de Vieira está ali, em cada bit da gravação, resgatando aquela sonoridade oitentista inerente à banda e arrastando-a um pouco ( mas só um pouco ) para as proximidades do guitar/indie/pop dos 90. As guitarras negociam e/ou pontuam espaços com as letras “navalha afiada” de Artur Ribeiro e Marcos Rodrigues, o Yin e o Yang, claro/escuro do teatro de sombras seraphínico.

Não é um disco “fácil”. Seu clima meio desértico, lento, sufocante, pode a princípio até assustar almas desavisadas. Mas sua beleza reside exatamente no desafio da aposta cega. Não há concessão, não há dúvida. “Tristeza” é exatamente o que ameaça ser. Angústia e esperança, dor e busca. “Doralice” não é colorida com compreensão ( Escute: Quando Artur canta “Ela abre a janela/Mas Doralice não sabe voar”, eu não percebo nem uma gota de compaixão pelo seu destino. Antes sarcasmo, ironia e até um uma certo humor negro, mas nunca um lamento, não seria isso, garotos? É minha opinião, de qualquer maneira). E assim por diante.

Uma grande estréia, em um Ep com seis grandes drops de agonia sônica. Parabéns, caras!


Sérgio Martinez




Friday, January 04, 2008

A gente se vê


Ouçam The Byrds. Tudo. E feliz 2008. Até.

Sergio Cebola Martinez

Tuesday, December 04, 2007

Mar de calma



Uma breve pausa nas nossas postagens genéricas para um reclame comercial. Pra quem não sabe, essa aí é a capa do cd de estréia ( 4 músicas ) da banda da qual faço parte como baixista. As canções estão disponíveis em www.tramavirtual.com.br/berlinda . O cd em formato tradicional estará disponível já a partir do próximo fim de semana no Boom Bahia Music Fest, festival em que tocaremos no seu segundo dia, Domingo, dia 09, provavelmente às 14:00, aproximadamente. Compareçam desde o Sábado e não se arrependerão. É grátis! Para informações detalhadas acessem: www.boombahia.com.br . Visitem o clashcityrockers ( www.clashcityrockers.blogspot.com ) e leiam a primeira resenha do disquinho, por Marcos Rodrigues, da "band of brothers", Theatro de Séraphin, que, por sinal, tá com seu cd de estréia na boca do forno também. Para notícias atualizadas da Berlinda: www.fotolog.com/bandaberlinda. Em breve, estaremos também no Myspace.

Logo mais, retomamos em definitivo as postagens normais do seu blog favorito, prometendo desde já, atualizações beeem mais frequentes ( Falou, André? ).

Beijitos

Cebola

Wednesday, November 07, 2007

Banquete





NEGRA FLOR EM FÚRIA (O Banquete )


não vou pensar em você neste dia
ensolarado,
tão lindo dia/


que lentamente vem chegando o final
deste dia e de tudo mais
das lembranças que chacinam sua paz /



a insônia que afoga sua mente
as cortinas que encerram sua dor
os sorrisos que afloram sem prazer
construindo sua parede de cristal
e a muralha que um dia irá cair /



serve o banquete, negra flor em fúria
traz o vinho da tua safra especial
os convidados estão por chegar
as dançarinas devem se preparar
acende as velas, esquece o amor
abre o salão para a festa começar
os sacrifícios serão aceitos
e o altar pede sangue, sem demora




Sergio cebola Martinez

Saturday, September 22, 2007

KOYOTES & BERLINDA


No novo espaço Rock que está alimentando esta vilipendiada cena underground soteropólica, tenho o prazer de anunciar nosso primeiro show com o novo drummer man, Juliano. Depois de um tempão sem nos apresentarmos, preocupados na depuração de nosso som e na gravação, já finalizada, de nosso ep, tocaremos ao lado da matilha mais rock da cidade, os highlanders Koyotes, e seu som calcado nos mestres Lou Reed/Bob Dylan/Velvet Undeground, sem nenhum tipo de concessão ao ecletismo despersonalizado do admirável mundo mp3 novo dos tempos que correm loucos e, por que não, divertidíssimos.
O nosso disco tá chegando. Mixagem finalizada. Próximo passo, masterização e aí...E e aí passa a ser com vocês. Breve, show de lançamento.
Sergio Cebola Martinez

Tuesday, September 18, 2007

Festa de despedida


Anderson ( ex - Dinky Dau - valeu Cury! ), vocal e guitarra da The Budas, se despede do Brasil nesta festa. Boa sorte na Espanha, meu velho. A banda conta também com Nuno Chuck Norris ( Estrada Perdida ), no baixo e Coffee Baby ( Estrada Perdida ) na batera. Com um som que remete às paisagens sonoras definidads pelo pós-punk inglês, mas com toques à Sonic Youth e uma poderosa cozinha, seguríssima e ruidosa, The Budas se despede ainda relativamente desconhecida na nossa "cena". É uma pena, mas o trio promete um show inesquecível nesta tarde que contará ainda, como convidada, a Theatro de Séraphin, abrindo, marcando também o primeiro show no retorno de viajem de seu baixista e mentor, Marcos Rodrigues. Depois dos dois shows, uma jam session com quem aparecer e se dispuser. Vamos nessa e cheguem cedo, que o lugar é pequeno, mas o sanduba é de prima. Eu garanto, mas não devolvo seu dinheiro, mesmo porque a festa é grátis.
Sergio Cebola Martinez

Friday, September 07, 2007

Segredos de Setembro



Você é meu único segredo
e , te digo que isso me faz bem
E se for para ter algum medo
é bom ter com você, também.
Sergio Cebola Martinez

Thursday, August 23, 2007

CANCELADO

Infelizmente, tivemos que cancelar o show que faríamos hoje no rock Sandwich. Problemas relacionados ao som, inesperados, e de solução precária, nos fizeram optar pela desistência em prol da qualidade. Achando que qualquer coisa não seria suficiente, decidimos pelo mais doloroso. Pedimos desculpas sinceras, mas se não respeitarmos o que consideramos o mínimo nescessário para o deleite de quem nos assiste, o que mais restaria?

Sergio cebola Martinez